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sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Um Dia Você Aprende"

"Depois de algum tempo você aprende a diferença. a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar a alma. Aprende que não significa apoiar-se que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não a tristeza de uma criança.

Depois de algum tempo você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...  E aprende que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoar-lhe por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundo para destruí-la. Que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longa distância. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam... Aprende a perceber que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa; por isso, sempre devemos tratar as pessoas que amamos com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas... nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser... Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser e que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas para onde está indo. Mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Com o tempo você aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão. E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade pois, não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes as pessoas que você espera que o chutem, quando você cai, são as poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que quantos aniversários você já celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supõe. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode. Existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que, com a mesma severidade com que julga, você será um dia condenado.

 Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás; portanto,  plante seu jardim e decore sua alma,em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar. Que realmente é forte e que pode ir mais longe, depois de pensar que não se pode mais.

E que a vida tem valor e você tem valor diante da vida! Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, não fosse o medo de tentar."

(autoria atribuída a William Shakespeare)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Destino

"Ano Novo, vida nova!"
Há quantos anos a gente ouve essa mesma frase, dita com mais ou menos ênfase? Jovens, velhos, homens, mulheres, personalidades públicas ou ilustres desconhecidos: todos, sem exceção, trazem um brilho de esperança no olhar e um "assim seja" impresso na voz toldada de emoção ao evocar as palavras quase mântricas. Meu pai costuma dizer que, se o ano não puder ser melhor, que seja pelo menos igual ao que acabou, "porque já sabemos como vai ser".
É claro que todo mundo deseja um ano maravilhoso, com mais dinheiro, saúde, prosperidade, metas atingidas e muitos sonhos por realizar. Ter uma vida plena, sem (muitas) preocupações e cheinha de oportunidades é o desejo da maioria dos meros mortais desse nosso planeta, inclusive eu, mas aí entra em cena o tal Destino.
Destino, fatalidade, carma, desígnios celestes, vontade de Deus, aquilo que está escrito. Qualquer que seja o nome atribuído, parece algo completamente fora de nossa alçada e sobre o qual não temos a menor possibilidade de controle. Mas... será mesmo?
Se eu estivesse num ônibus, por exemplo, e a imprudência do motorista causasse um acidente, não seria minha culpa (a não ser que eu fosse conversando com ele, distraindo-o e provocando o desastre - felizmente, não corro esse risco, porque ninguém puxa papo com "dragão"...); por outro lado, se eu estivesse dirigindo um carro, poderia ou não ser a responsável pelo ocorrido.
As religiões e filosofias de vida têm visões bem diversificadas acerca do dito Destino. Enquanto algumas creem que já está tudo devidamente marcadinho no livro de Deus e que não há nada a ser feito (dizem que ninguém muda a Sua escrita. Afinal, Ele não precisa de conselhos sobre como dirigir a própria obra, né?, especialmente conselhos do bicho Homem, tão inferior e imperfeito diante do Criador), outras pregam que nós somos os responsáveis por tudo o que nos acontece (até mesmo por uma simples topadinha num paralelepípedo. Também, quem mandou você caminhar enquanto teclava no celular pra curtir as postagens do Face, criatura? Quer arrancar a joanete de graça, é?). Ou seja, ou somos isentos de toda culpa e nossa vida é entregue a outras mãos, ou somos os irresponsáveis causadores das mazelas humanas, tanto pessoais quanto universais.
Também há, claro, quem fique no meio termo, atribuindo-nos parte da responsabilidade e creditando ao Destino aquelas ocorrências imprevistas.
Quanto a mim, acho, sim, que existe muita coisa já determinada, mas não creio que seja inalterável. Todos nós cometemos erros e deslizes, porém sempre se pode tentar fazer algo a respeito. Se assim não fosse, como iríamos evoluir? Se Deus nos criasse com um roteiro pré-definido, de que valeria nos empenharmos tanto para vencer um vício, por exemplo? Nós iríamos vencê-lo ou não, de acordo com o que estivesse estipulado, e ponto final. Não teríamos mérito algum por nossas "conquistas" nem poderíamos ser culpados por nossos "erros", e tanto aquelas quanto estes não seriam nossos.
Iremos todos responder por nossos atos, mais hoje, mais amanhã. Seja porque nos esforçarmos demais, lutando pra mudar, ou simplesmente porque deixamos correr solto, estacionando no tempo e no espaço. Como diz meu pai, "o que nos cabe, nos pertence".
O Destino é a gente que faz. Seja no Ontem, preparando os eventos dessa vida; seja no Agora, vivenciando o dia a dia ou lançando as bases da existência futura.
Cada um de nós, galga a montanha ou cava o próprio buraco. Cada um de nós e mais ninguém.


                                                                                                               Pense nisso.
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