Perda da dignidade, da hegemonia, do afeto, da posição social ou de destaque... Quantas e quais são as piores perdas para um ser humano? E para uma nação? E para um planeta? Até que ponto vale sacrificar alguma coisa para não se perder outra?
Recentemente, o jogador Emerson Sheik do Corinthians perdeu pontos com a torcida ao postar a polêmica foto do seu "selinho" em um amigo (há quem diga, inclusive, que ele perdeu rendimento em campo depois do episódio); da mesma forma, Dilma Roussef teve queda de popularidade com medidas como a contratação de médicos estrangeiros para atender ao SUS em regiões carentes dessa mão de obra (para mim, uma medida muito salutar e bem-vinda. Afinal, se os nossos médicos só querem trabalhar nos grandes centros urbanos, por que não permitir que os colegas "de fora" atuem na periferia e em outras áreas mais afastadas e, diga-se, super necessitadas de profissionais do gênero? Bairrismo besta, pra não dizer pobre - aliás, paupérrimo!).
Como caracterizar o que é, de fato, uma perda? É aquilo que mais dói no bolso? Na alma? Na consciência? No orgulho? Ou no coração? Como entender os efeitos - por vezes, altamente nocivos - que uma perda de qualquer espécie acarreta? Teria sido algum tipo de perda o motivo para os assassinatos na Brasilândia? Talvez, até a perda da inocência?
Num mundo tão competitivo como este em que (sobre) vivemos, perder pode ser encarado não apenas como uma prova cabal de incompetência, mas também como um tipo de fardo muito pesado e incômodo, que o incauto perdedor terá que arrastar pela vida afora.
Aos perdedores inveterados, um alento: não desistam de tentar reverter essa situação, pois nunca se sabe quando a balança penderá a nosso favor.
Aos ganhadores contumazes, um conselho: fiquem atentos, porque a sorte sempre vira. O que se ganha hoje, pode ser perdido amanhã.
Hoje, 26/08, eu também sofri uma perda. Enorme, sentida, dolorosa, para nós e para ela. Minha querida Bina, o meu "môzi", meu bebê, minha hermosa nos deixou, depois de uma longa noite de agonia e sofrimento.
Apesar das diversas convulsões que minaram sua resistência a cada minuto de uma madrugada que parecia não ter mais fim, Bina se mantinha apegada à vida, com olhos vivos e brilhantes, talvez num derradeiro esforço para não perder, ela também, o que considerava importante. Infelizmente, essa batalha ela perdeu, recebendo o alívio final às 09 e pouco desta manhã pelas mãos do dr. Alex (obrigada, doutor!).
Depois de 15 anos, nossa parceria terminou, com muita dor e lágrimas para todos (Bina inclusive, que chorou nos meus braços). Saber que o sofrimento dela acabou não ajuda a diminuir o meu (não consegui parar de chorar ao longo de todo o dia, mesmo agora, enquanto faço esse registro); só o Tempo, com sua clemência, poderá trazer-me tal alívio, mas será uma cicatriz perene que nenhum Cicatricure do mundo poderá apagar. Uma ferida fadada a se transformar em saudade.
Hoje, sua ausência faz meu coração sangrar, mas eu sei que no Céu está rolando uma festa porque um dos anjos de Deus acabou de voltar...
Pense nisso.
Vá com Deus, meu amor... Te amarei muito além do "para sempre".
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Aprendendo
De todas as façanhas mais incríveis que um ser humano pode lançar mão, certamente a aceitação é a mais rara e difícil. Eu disse façanha quando deveria dizer atitude, mas aceitar um semelhante é, sim, um fato assombroso, e seria o maior ato de amor que qualquer um poderia praticar se apenas se dispusesse a isso.
Você simplesmente não consegue aceitá-lo (será que ao menos tenta?) porque é feio, gordo, burro; porque não entende a sua língua, não está no Facebook nem frequenta os lugares da moda; porque não se liga nas coisas que te agradam, não assiste a novela nem torce para o seu time (aliás, como é que o infeliz ousa dizer que não gosta de futebol, a paixão nacional - depois da bunda, claro! - que une os povos e remove montanhas? Até os pilares do preconceito e do machismo caem por terra em tempos de Copa do Mundo, quando a visão de dois homens abraçados, chorando e rolando no chão não agride a ninguém - mas, se eles fizerem o mesmo num dia comum...). Em resumo, você não o aceita apenas e tão somente porque ele faz uso do maior bem que todos nós possuímos: a sua individualidade!
Cada pessoa é única, original e inimitável, criada por Deus justamente para ser diferente. Não somos peças produzidas em série, cuspidas às dúzias por uma máquina qualquer. O legal está na diferença, na diversidade, que nos capacita de maneiras variadas para fins igualmente. Afinal, que graça teria se toda a humanidade tivesse a mesma aparência, gostasse das mesmas coisas e almejasse os mesmos objetivos? Acredite, não teríamos chegado a lugar algum, pois ninguém sonharia ou imaginaria nada diferente dos demais. Seríamos uma raça estagnada a caminho da extinção.
Você é jovem e não consegue aturar os mais velhos? É velho e não consegue entender os meninos abilolados? Está na meia idade e não se encaixa em nenhuma turma (como diz a Sandy, "é jovem pra ser velho e velho pra ser jovem"? Bem vindo ao clube! Pegue sua carteirinha na saída.)? Vai por mim: faz parte de ser humano e não há nada de errado nisso.
Além de Libras e Braille, que já passaram da hora de ser ensinadas ao povo para a verdadeira inclusão das ditas "pessoas especiais" (mais uma demagogia podre para denominar os deficientes - eu posso falar "de cadeira" a barra que a gente enfrenta, com ou sem denominação fofa, porque fui deficiente visual por vinte anos, e garanto que não há nada de especial nisso), deveria ser matéria obrigatória nas escolas exercitar a aceitação, a tolerância e o respeito, aprendendo que o outro tem todo o direito de gostar de outras coisas, de seguir ou não os modismos passageiros, de ser como todo mundo ou completamente diferente. Não somos um cardume fadado a um destino comum e, ainda que a maioria possa seguir na mesma direção, alguns dentre nós terão jornadas brilhantes, destacando-se apesar de serem considerados exóticos, excêntricos, esquisitos ou desajustados.
Constatar que a Terra não gira em torno do seu umbigo e que ninguém nasceu para seguir seus ditames, por mais certos, bonitos e perfeitos possam ser - na opinião de quem mesmo? - faria do nosso planeta um lugar muito mais aprazível, certamente com menos gente frustrada e, quem sabe, nos ajudaria a galgar mais de um degrau rumo à evolução.
Pense nisso.
Você simplesmente não consegue aceitá-lo (será que ao menos tenta?) porque é feio, gordo, burro; porque não entende a sua língua, não está no Facebook nem frequenta os lugares da moda; porque não se liga nas coisas que te agradam, não assiste a novela nem torce para o seu time (aliás, como é que o infeliz ousa dizer que não gosta de futebol, a paixão nacional - depois da bunda, claro! - que une os povos e remove montanhas? Até os pilares do preconceito e do machismo caem por terra em tempos de Copa do Mundo, quando a visão de dois homens abraçados, chorando e rolando no chão não agride a ninguém - mas, se eles fizerem o mesmo num dia comum...). Em resumo, você não o aceita apenas e tão somente porque ele faz uso do maior bem que todos nós possuímos: a sua individualidade!
Cada pessoa é única, original e inimitável, criada por Deus justamente para ser diferente. Não somos peças produzidas em série, cuspidas às dúzias por uma máquina qualquer. O legal está na diferença, na diversidade, que nos capacita de maneiras variadas para fins igualmente. Afinal, que graça teria se toda a humanidade tivesse a mesma aparência, gostasse das mesmas coisas e almejasse os mesmos objetivos? Acredite, não teríamos chegado a lugar algum, pois ninguém sonharia ou imaginaria nada diferente dos demais. Seríamos uma raça estagnada a caminho da extinção.
Você é jovem e não consegue aturar os mais velhos? É velho e não consegue entender os meninos abilolados? Está na meia idade e não se encaixa em nenhuma turma (como diz a Sandy, "é jovem pra ser velho e velho pra ser jovem"? Bem vindo ao clube! Pegue sua carteirinha na saída.)? Vai por mim: faz parte de ser humano e não há nada de errado nisso.
Além de Libras e Braille, que já passaram da hora de ser ensinadas ao povo para a verdadeira inclusão das ditas "pessoas especiais" (mais uma demagogia podre para denominar os deficientes - eu posso falar "de cadeira" a barra que a gente enfrenta, com ou sem denominação fofa, porque fui deficiente visual por vinte anos, e garanto que não há nada de especial nisso), deveria ser matéria obrigatória nas escolas exercitar a aceitação, a tolerância e o respeito, aprendendo que o outro tem todo o direito de gostar de outras coisas, de seguir ou não os modismos passageiros, de ser como todo mundo ou completamente diferente. Não somos um cardume fadado a um destino comum e, ainda que a maioria possa seguir na mesma direção, alguns dentre nós terão jornadas brilhantes, destacando-se apesar de serem considerados exóticos, excêntricos, esquisitos ou desajustados.
Constatar que a Terra não gira em torno do seu umbigo e que ninguém nasceu para seguir seus ditames, por mais certos, bonitos e perfeitos possam ser - na opinião de quem mesmo? - faria do nosso planeta um lugar muito mais aprazível, certamente com menos gente frustrada e, quem sabe, nos ajudaria a galgar mais de um degrau rumo à evolução.
Pense nisso.
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