Na última sexta-feira, 05 de Julho, o Jornal da Record trouxe duas notícias relevantes:
A primeira foi um alívio para mim. Finalmente, alguém teve a decência de pôr a mão na consciência em favor dos cães, proibindo a terrível e totalmente desnecessária mutilação de suas orelhas e rabos. A quem diga que tal barbárie é benéfica para eles, prevenindo doenças e evitando danos maiores no futuro (um criador chegou ao cúmulo de dizer que o corte das orelhas evita problemas nos ouvidos!!! Êta cartilagem poderosa, hein?), sem falar, é claro, na questão estética, exigência fundamental nos dias de hoje até para os "seres irracionais" (irracionais uma ova! Garanto que nenhum animal tem o comportamento desprezível, detestável e "desumano" que os ditos seres superiores da criação demonstram). Os pobres são obrigados a andar por aí com roupas de grife, jóias, unhas e pêlos pintados (espero que essa seja a próxima proibição, junto com a hedionda operação das amigdalas, usada para que os coitados não se manifestem. Tingir um animal, na minha opinião, é a terceira maior crueldade que se pode cometer contra esses seres indefesos, que sempre nos cumulam de amor e carinho, mesmo aos infelizes que os maltratam dessa maneira) apenas porque seus donos acham que eles gostam, precisam e desejam isso. Eu tenho uma cadelinha, meu amor de 15 anos, e ela é muito feliz sem essas frescuras medíocres de gente que certamente não tem nada melhor para fazer e tem, sim, muito dinheiro para gastar (se tá sobrando e eles não sabem o que fazer, mandem um pouco para cá que eu dou um jeito. Pode me chamar de Andrômeda, que eu parto para o sacrifício!).
Para esses mentecaptos que defendem tal crueldade com esse tipo de argumentação, só tenho uma coisa a dizer: Parem de Querer Corrigir A Obra de Deus! Ele é o Ser Supremo, perfeito e não comete erros. Se Ele achasse que os animais ficariam melhor sem rabo e com as orelhas cortadas, teria providenciado! A empáfia humana é tão grande, seu ego é tão inchado, sua visão de mundo é tão tacanha, que os infelizes acham realmente que sabem mais do que Aquele que os criou! Quanta prepotência!!! Eu sei que "a ignorância é uma bênção", mas não vamos exagerar, né?
Se as crianças humanas nascessem com rabo e orelhas compridas, quantas mães levariam seus rebentos de poucos dias ao médico para a tal "cirurgia estética"? Tá, eu sei que há muitas desvairadas por esse mundo afora preocupadas com os "ins" e "outs" da moda, que não só fariam isso como várias outras coisinhas a fim de garantir o lugar do pimpolho na sociedade que importa, mas as verdadeiras mães, cujo bem-estar dos filhos sobrepõe-se a tudo o mais, jamais concordariam com semelhante atrocidade: melhor um filho feliz abanando o rabo que um mutilado frustrado.
O que os animais em geral querem é respeito e dignidade. Eles não precisam de badulaques humanos para viver mais e/ou melhor. Não precisam de festas badaladas, roupas para diversas ocasiões (uma camisetinha básica nos dias mais frios é suficiente), títulos, nomes pomposos. O que eles realmente precisam é de cuidado e carinho. No caso dos cães, um cantinho confortável para dormir, comida (gente, não precisa ser patê importado, queijo Brie, champagne Don Perrignon: uma boa ração ou até uma comidinha caseira - especial para eles, claro - é muito bem vinda), cuidados com a saúde e, sobretudo, atenção. Os cães gostam de brincar, de latir, de correr e pular, então, se você quer de fato fazer um deles feliz, seja seu amigo. Faça dele um companheiro, o seu companheiro. Garanto que é o melhor que se pode fazer por essas fofuras, esses anjos de quatro patas que Deus, em Sua infinita bondade, enviou para cuidar de nós. Saibamos retribuir.
A segunda notícia é interessante: a sonda Voyager 1, lançada pela NASA em 05 de Setembro de 1977 para pesquisar o sistema solar e o que houver depois dele (se houver, já que muitos dos nossos "irmãos planetários" julgam que a vida só existe aqui e, tudo o que se vê sobre o espaço na TV é filme de Hollywood, incluindo a viagem à Lua) está em vias de deixar o nosso sistema, descobrindo efetivamente o que existe além da "fronteira final".
Com uma bateria de plutônio que deve durar até 2025, a sonda terá muita coisa a relatar caso não sofra nenhum dano, o que não somente é muito instigante como também promissor, mas aí cabem algumas perguntas: será que os dados colhidos por ela ainda terão serventia quando conseguirem chegar até nós? Com a crescente evolução da tecnologia e da ciência, será que não servirão apenas como comprovação de seu funcionamento? E se os cientistas esperam encontrar vida lá fora, como poderemos saber com certeza que esta foi localizada? Será que os ETs têm continha no Facebook?
Essa notícia me remete ao filme de 1979, "Jornada nas Estrelas - O Filme" (ótimo, por sinal, mesmo sem os efeitos mirabolantes dos dias atuais), onde a equipe da Enterprise se depara com um visitante alienígena que vem à Terra em busca de seu Criador. Para a surpresa de Kirk e companhia, o tal ser nada mais é que a supostamente perdida sonda Voyager 6, encontrada e reparada por uma raça de máquinas vivas. Devidamente "turbinada", inteligente e auto-suficiente (ela adquiriu tanto conhecimento que desenvolveu consciência própria), a agora denominada V'ger, cumprindo sua programação de coletar e transmitir dados, retorna ao nosso bom e velho planetinha a fim de receber um novo código para o prosseguimento de suas pesquisas (só o verdadeiro Criador poderá lhe dar o código certo), ameaçando destruir os incautos que se interpuserem em seu caminho (o lance mais legal da trama é a interação homem-máquina, que não só possibilita a V'ger comunicar-se através de uma andróide - cópia da navegadora Ilia, cuja raça agora me foge - como também promove uma fusão entre ela e um humano - seu amor de longa data, Decker, atual capitão da Enterprise, que se apresenta como sendo o Criador e insere a sequência final correta, o que não apenas encerra a ameaça como também cria uma nova forma de vida através de Ilia/V'ger e seu amado, transportando-os para uma outra dimensão). Se bateu a curiosidade, procure na rede e assista. Vale a pena.
Talvez eu já não esteja por aqui quando essa sonda fizer sua última transmissão; talvez, eu não descubra, como Mulder e Scully, que "a verdade está lá fora"; talvez, eu nunca tenha o prazer de saber que a vida extraterrestre é uma realidade nem possa ver um OVNI ao vivo e a cores, mas nada disso tem importância. O que conta, no fim de tudo, é que o homem desviou os olhos do próprio umbigo e está olhando para algo mais além de si mesmo e do mundo que o cerca. Certamente, esse é um grande passo rumo à evolução.
Pense nisso.